Mãezinhas. Hoje vamos falar do Fantasma Cor de Rosa. O
grande amigo do Antonio. Ele não gosta de legumes e odeia som alto, mas adora
pular no sofá. Não é nada organizado, vive espalhando os brinquedos do filhote
pela casa. Aliás, já fez muitas coisas erradas, como um risco no sofá e vários
copos de leite com Toddy derramados no tapete.
Para um filho único, o Fantasma Cor de Rosa é uma excelente
companhia. Os dois brincam por horas no quintal em um mundinho todo colorido.
Mas, há uma semana, o Antonio me deu uma péssima notícia. O
Fantasma Cor de Rosa morreu. Ele não sabe bem como isso aconteceu, mas isso
entristeceu a todos. Quando vi, estava eu com os olhos cheios de lágrima
chorando a morte de um amigo imaginário.
E então, ontem fui ver o INCRÍVEL filme Divertida Mente. Eu
teria um post só desse filme, de tão maravilhoso. Mas, nele também tinha um
amigo imaginário esquecido na mente da personagem. E ele estava lá, com seu
corpinho de algodão doce esquecido na memória (claro que chorei de novo). E o
que faz essas criaturas tão queridas de nossas crianças desaparecerem? Mais que
isso, o que fazem eles existirem?
Li na revista Crescer que o amigo imaginário é um interlocutor que diz se o que
ela está fazendo e pensando é certo ou errado, como um conselheiro. Ou seja,
pode ser um buda dentro de nossas crianças. Li também que eles
morrem quando a criança percebe que ele não faz mais sentido porque já
encontrou outros caminhos para lidar com a realidade.
Então,
mãezinha. O Antonio está crescendo e amadurecendo. A cabine de controle dos
sentimentos está ficando cada vez mais complexa. Mas é bom saber que sempre
existirá um mundinho todo colorido lá no quintal.
