segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

Siga o mestre!

Quando temos um filho, automaticamente nos tornamos mestres. Por menos preparados que a gente esteja (foi o meu caso com 25 aninhos), a responsabilidade de dar o exemplo, ensinar e educar pesa como uma enciclopédia gigante que temos que carregar.

Passamos a ler livros, voltamos a estudar matemática, ciência e geografia, passamos a ser mais responsáveis com a própria vida para que o filho seja responsável também em um futuro próximo. De mestres à autoridade.

Nos vemos tão sérios às vezes que pensamos que somos inquestionáveis, uma imagem perfeita daqueles professores durões da década de 50, ou a tão temida diretora da escola. 

Mas a maternidade dá uma rasteira atrás da outra pra nos mostrar que eles também são mestres. Desde neném, quando nos ensinam que quando estamos calmos e pacientes a vida flui muito melhor (em outras palavras, eles choram menos e dormimos mais). 

E esta semana, meu mestre no alto dos seus 7 anos me deu uma outra lição. Estava eu com uma viagem de final de semana planejada para a praia, iríamos só eu, ele e uma barraca. Mas o pequeno Jedi sentiu que precisava ficar, queria fazer companhia para o primo menor que anda em uma fase difícil.

Eu insisti, mostrei fotos da Ilha do Mel, contei tudo que tinha planejado até que parei para escutar as sábias palavras:

“Mãe, o que é mais importante para você: as pessoas ou o lugar?”

E então... o que é mais importante para você, ser uma autoridade e dizer que iremos mesmo assim, ou dar valor para este nobre sentimento e ficar na gélida Curitiba comendo pipoca e vendo Patrulha Canina?


Eu prefiro aprender. Descer do salto da maternidade e perceber que o mestre mais puro que conheci veio do meu próprio útero.
 
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