terça-feira, 18 de agosto de 2015

O sacrifício da Tigela.

Na minha gravidez, até eu saber que o bebê era menino, eu tinha certeza ABSOLUTA que seria uma menina. Cheguei a comprar um casaquinho cor de rosa em uma liquidação pensando que poderia me arrepender, caso estivesse certa.

Minha intuição de grávida foi por água abaixo. Logo na primeira radiografia que seria possível saber o sexo, veio a notícia: É um piá. Minha alegria foi de ouvir todas as mães me dizendo: que maravilha, meninos são grudados com a mãe. OBA (aham)!!!

Já conseguia imaginar aquele ursinho grudado no meu pescoço por onde for. E foi assim por um bom tempo. Até que chegou os 5 anos e ele se percebeu piá! Como piá, ele está achando muito melhor ser parecido com o pai. Cabelo, time, atitude e muita história para contar.

Isso tudo vem acompanhado da divisão Clube do Bolinha e Clube da Luluzinha. Minhas histórias são chatas e estou tendo que correr atrás de um novo repertório em minha vida. Tive que assistir todos os filmes do Star Wars para acompanhar a vibeda família e, mesmo assim, tive que escutar um: errr, você não sabe nada de Jedi..


Tá, agora sei um pouco mais de Jedi, mas chegou a hora e a vez de aprender a ser hominho. E é quando a mãe vê 2 espelhos em casa e se dá conta da importância de deixar que isso aconteça naturalmente. Nem que, para isso, tenha que sacrificar o cabelo tigelinha que cultivou em um cabeleireiro infantil.

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