terça-feira, 25 de outubro de 2016

A fruta não cai longe do pé.

Há alguns dias eu fui obrigada a encarar uma realidade em minha vida: não nasci para ser normal. Aquela normalidade que a sociedade encara como “sucesso”, “deu certo na vida”, “valeu a pena o investimento”.  E é claro que procurei um parceiro com o mesmo nível de loucura. 



O “normal” lá em casa é quebrar a cabeça fazendo paródias coletivas (acho que enquanto as famílias normais estão discutindo orçamento, sei lá).A frase mais comum em nossas conversas começam com “Imagine se...”, seguida de viagens em um universo paralelo que a gente nunca sabe onde vai chegar, e quando vai parar. É nesse universo paralelo que nos sentimos seguros. É lá onde tudo acontece.

Mas quando voltamos para a realidade, essa realidade de “não ser normal” veio estampada em uma frase que o pequeno disse ao meu marido: “papai, me chamaram de louco na escola”. 



Pronto, foi o suficiente para a mãe surtar. Os neurônios entrarem em conflito com questionamentos infinitos que cabem em 5 segundos. E agora? Será que estamos errando? Será que não temos que colocar mais o pé no chão? Será que não somos loucos de verdade?

Depois desses 5 segundos infinitos, perguntei ao Carlos:

-E aí, amor, o que você disse a ele?
- Cantei a Balada do Louco até ele dormir.


Pronto! Descobri que a fruta não cai longe do pé! E que bom!


Nenhum comentário:

Postar um comentário

 
Copyright © Mãe de Piá