É incrível como o carro surge na vida dos meninos desde
muito cedo. Eu não vi com detalhes como isso aconteceu, quando pisquei o
Antonio já estava fazendo: vrummm, bibiii. Não sei com quem, quando, e onde
isso aconteceu, mas sei que o carro vira uma paixão avassaladora.
Mas não cabe a mim analisar se isso é bom ou ruim, se isso
vai o tornar um playboy a lá Carli Filho e acabar enlouquecendo com essa possibilidade, cabe a mim me divertir
junto e entrar na brincadeira. Mas o engraçado é que entrei na brincadeira
mesmo sem querer.
Foi um dia que estava vendo tv no sofá enquanto ele
brincava. Ele tinha recém andado, o equilíbrio era uma novidade, mas já estava
no braço do sofá com um carrinho “vruummm, bibi”. Foi quando ele teve a
brilhante ideia de ampliar o horizonte e aumentar seu autorama, me usando como
curva de estrada.
Ai, como isso me incomodava. Assistir TV nunca mais teve a
mesma forma, agora tenho que participar. Basta a mim ser a melhor curva de
estrada que puder, ter pontes, desafios e fazer com ele uma perseguição de
Missão Impossível, apenas sendo a estrada.
Bom. Essa semana eu me cansei um pouco dessa vida estática
de asfalto, parti para a ação. Peguei um carrinho e iniciei uma perseguição incessante
pelo carro do Antonio. Foi quando os dois bateram e “Bum” “Ahhhh”. Mas logo meu
carro se recuperou e partimos os dois para uma estrada que estava nos
esperando: As curvas do papai.

E esse papai tá cada vez com mais curvas ein!
ResponderExcluirDeve ser por isso que os piás crescem gostando das curvas femininas.
ResponderExcluirTípico comentário de piá. :)
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