terça-feira, 25 de setembro de 2012

O dia que virei um autorama.


É incrível como o carro surge na vida dos meninos desde muito cedo. Eu não vi com detalhes como isso aconteceu, quando pisquei o Antonio já estava fazendo: vrummm, bibiii. Não sei com quem, quando, e onde isso aconteceu, mas sei que o carro vira uma paixão avassaladora.

Mas não cabe a mim analisar se isso é bom ou ruim, se isso vai o tornar um playboy a lá Carli Filho e acabar enlouquecendo com  essa possibilidade, cabe a mim me divertir junto e entrar na brincadeira. Mas o engraçado é que entrei na brincadeira mesmo sem querer.

Foi um dia que estava vendo tv no sofá enquanto ele brincava. Ele tinha recém andado, o equilíbrio era uma novidade, mas já estava no braço do sofá com um carrinho “vruummm, bibi”. Foi quando ele teve a brilhante ideia de ampliar o horizonte e aumentar seu autorama, me usando como curva de estrada.

Ai, como isso me incomodava. Assistir TV nunca mais teve a mesma forma, agora tenho que participar. Basta a mim ser a melhor curva de estrada que puder, ter pontes, desafios e fazer com ele uma perseguição de Missão Impossível, apenas sendo a estrada.

Bom. Essa semana eu me cansei um pouco dessa vida estática de asfalto, parti para a ação. Peguei um carrinho e iniciei uma perseguição incessante pelo carro do Antonio. Foi quando os dois bateram e “Bum” “Ahhhh”. Mas logo meu carro se recuperou e partimos os dois para uma estrada que estava nos esperando: As curvas do papai.


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